sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Semana de moda de Milão - Verão 2014 - Parte 1

   Acabou a Semana de moda de Milão e é nela que desfilam as principais marcas italianas, assim como os designers promissores e as apostas para a próxima temporada. Vamos conferir quais?
Alberta Ferreti
   A estilista italiana optou por looks cheios de referências folclóricas do México, e foi daí que vieram fitas, bordados, pregas, rendas e flores e parte delas aplicadas. Saias de comprimento acima do joelho e longas, parecidas com as vestidas pelas camponesas, foram combinadas com comportados tops cropped. As fitas de cetim coloridas decoraram cinturas, barras das saias e blusas. Nos acessórios, sapatos de bailarina com fitas ao redor dos tornozelos e maxi brincos.




Bottega Veneta
   O estilista brincou com materiais e volumes e ao longo do desfile dá para perceber uma alternância entre proporções e cores com tons escuros como preto, grafite, azul-marinho, café, verde-militar e vermelho queimado, clareados com branco e areia em poucos momentos. Nessa atmosfera dark, a impressão era a de que os tecidos tinham sido dobrados e amassados antes de chegar na forma final, cheios de babados, plissados, franzidos e cortes assimétricos.Para a noite, modelos com franjas e uma série de apliques metalizados.




Costume National
   Com um jogo interessante entre o masculino e feminino em sua famosa alfaiataria, desconstruída e mais sexy o estilista deixou muita pele descoberta como nos profundos decotes, graças a cortes e recortes assimétricos. Cintos ajudaram a segurar e estruturar coletes e jaquetas, saias com fendas, de comprimento longo ou até o joelho e calças cropped. Entre os materiais, o couro cortado a lazer se destaca.




Dolce & Gabbana
   A inspiração veio da região da Sicília e os mesmos templos gregos ressurgem na coleção feminina pintados à mão. Um dos momentos mais graciosos do desfile foi a série de looks com apliques de flores das amendoeiras, naturais da Sicília, em vestidos de organza e nos arranjos de cabelo.




DSQuared2
   A inspiração veio do cinema dos anos 1950 e 1960, como uma homenagem às deusas mais sensuais, mais precisamente, às “mammas” italianas com formas volumosas e curvas bem distribuídas.A moda foi da praia retrô às roupas de noite, a silhueta dos vestidos veio do maiô em abundância, com cintura muito marcada e micro comprimentos. Em outro momento, a barra dos vestidos desceu até abaixo do joelho e o volume foi construído com pregas largas.  




Emilio Pucci
   Peter Dundas olhou para uma série de referências para criar essa coleção, entre elas, modalidades esportivas, tendências urbanas como roupas do hip-hop e os brilhantes looks usados nos clubes noturnos dos anos 1980. Modelagem curtinha que lembram muito as versões usadas pelos jogadores de basquete nos anos 1970, cinturões de boxe e macacões, detalhes como zíperes, bordados e metais.




Empório Armani 
   Com uma coleção que fala de flores a alfaiataria tinha um toque masculino e muito cetim, a silhueta justinha em cima e ampla embaixo marcada por blazers e calças com cintura alta, pregas e comprimento acima do tornozelo. Os muitos vestidos que flutuaram na passarela exibiam camadas, babados e estampas apagadas de flores e plantas.




Etro
   Coleção hippie chic setentinha com sedas esvoaçantes em tons pastel como lilás, coral, areia, azul, verde e estampas paisley, lenços que não apareceram somente nas prints, mas também ao redor do pescoço e como saias e vestidos. Entre os destaques, muitos conjuntinhos, blusas com toque artesanal e calças cropped com bolsos frontais.




Fendi
   Moda futurista construída com um investimento pesado em camadas, cortes e recortes que criam assimetrias e grafismos, assim a grife exibe uma profusão de bons materiais como transparências, brilhos com aspecto plastificado e metalizado, veludo, pele nas bolsas e pulseiras. A cartela de cores prioriza belos azuis e laranjas.




Gianfranco Ferré 
   Uma alfaiataria minimalista e ousada com terninhos estruturados e vestidos de noite mais pareciam origamis, tudo muito elaborado com a ajuda de costuras estratégicas, bolsos, camadas de tecido sobre os ombros, plissados, dobraduras, fendas, assimetrias e sobreposições.  O comprimento variou entre mídi e micro, como alguns shorts usados sob a fenda dos vestidos. Ponto para os enormes cintos que marcaram com muita elegância as cinturas e para os decotes em V e tomara que caia.




Giorgio Armani 
   O estilista mergulhou nos looks clássicos, ideias para mulheres de negócios, e adicionou muita leveza e elegância com blazers mais justos e curtos ou amplos e longos, em cores puras e vibrantes como rosa e azul, serão combinados com bermudas e saias acima do joelho. As transparências surgem equilibradas e bem elaboradas compondo a roupa. Nos acessórios, chapéus coloridos, lenços levemente amarrados no pescoço, brincos e maxi colares de pedrarias.




Gucci
   Coleção para a noite com toques esportivos. A sensualidade esta no jogo criado com transparências e muita pele à mostra, como por exemplo os sutiãs revelados pelos decotes imensos. As peças tinham uma pegada anos 1970, presente na silhueta soltinha das saias, túnicas, vestidos e caftans e nas estampas florais abstratas inspiradas nas padronagens do artista Erté.  A Era Disco da década de 1980 também estava lá, nas bombers e calças usadas com saltos altíssimos.



   O assunto foi dividido em duas partes, veja o resumo das tendencias no próximo post.
Bjus.